FILME TRÍADE

Plêiades ilustração

 

O cinema brasileiro, setor de ponta da indústria cultural e importante valor para nossa identidade, se modificou. Para além do debate político-intelectual da importante mas hermética produção de décadas passadas, há hoje, também, a preocupação com o mercado, a consciência de que todo filme precisa do público, precisa ser visto –ainda mais porque realizado em sua quase totalidade com dinheiro de incentivos governamentais. É salutar saber que, para isso, o bom cinema não tem tido que abrir mão da qualidade –seja em sua forma ou em seu conteúdo.

Afinal, como opinou Tolstoi, se você tem algo importante a dizer, diga-o ao maior número de pessoas.

TRÍADE, este meu primeiro longa-metragem como diretor, irá buscar esse caminho. Esperando, desta forma, se juntar aos que contribuem –com o sucesso de seus filmes– para deixar cada vez mais distante o velho tabu das más relações entre o cinema brasileiro e o espectador.  Apresentar uma temática séria e impactante de forma inusual é o desafio deste filme. Alcançar o espectador –incluso o espectador habitual de televisão– é a meta e a justificativa para a sua realização.

“… some freshness, some hint of style, some trace of beauty, some audacity, some craziness.”  (Pauline Kael)

O prólogo de TRÍADE ocorre nos anos 70, durante o regime militar, na cidade de São Paulo, culminando com a prisão de Lucas por subversão. A essa atmosfera inicial tensa, segue-se um hiato de 18 anos.  A partir daí, a narrativa de TRÍADE irá recuperar um tema arqueológico da literatura, do teatro e do cinema: a paixão como força trágica e destruidora das seguranças racionais.

Com abordagem incomum para uma temática clássica, tendo sua ênfase no aspecto intergeracional da relação entre Júlia e Lucas, TRÍADE, ao progredir para o final, levará suspense crescente quanto ao seu desenlace.

“…os artistas são movidos por 1. fama, 2. dinheiro, 3. ideal. Isto é justo, compreensível e nobre. Mas se faltar o terceiro item, a obra não vai valer de coisa nenhuma” (Shelley)

Por fim, ao levar este estória para a tela, espero que a experiência audiovisual daí resultante venha a ser não só transformadora, mas perturbadora e lírica –-possibilitando a TRÍADE inscrever-se no rol dos filmes que logram alcançar o interesse, tanto do público como da crítica.

Ex toto corde.

 

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